sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A Chegada




     Denis Villeneuve é um diretor em ascensão, após Os Suspeitos (2013) e Sicario: Terra de Ninguém (2015), o cineasta canadense nos brinda com o melhor trabalho de sua carreira até o momento.  A Chegada (2016) narra a história da Dra. Louise Banks (Amy Adams), linguista que é convocada pelo exército americano para ajuda-los na comunicação com alienígenas que pousaram no solo americano e em outros 11 locais aleatórios do nosso planeta. E é exatamente desta forma descrita, o filme não é sobre a "invasão", não é sobre a resistência da nossa humanidade contra uma ameaça desconhecida, é sobre a comunicação, não só com os alienígenas mas também entre nós humanos. Esta proposta já fica clara na sequência inicial, onde acompanhamos Louise com sua filha desde bebê, passando por infânciaadolescência, e morrendo precocemente de câncer antes mesmo de chegar a vida adulta, ela é o ponto principal, a chegada dos aliens é apresentada depois. A relação de Louise com sua filha continua sendo desenvolvida a longo do filme, de forma não linear, entrecortada com a tensão da tentativa de diálogo entre as espécies e a pressão das forças armadas para obter respostas do porquê dos alienígenas estarem em nosso planeta.

     A ótima atuação de Amy Adams é crucial para o sucesso do filme, ela está ali entregando a carga dramática necessária para que nos simpatizemos e nos importemos com ela. Jeremy Renner e Forest Whitaker também estão bem mas não tem o mesmo destaque da protagonista. O roteiro é trabalhado de forma cíclica, indo e voltando, o que é muito interessante, já que o ciclo da vida e morte, permeia o filme todo e a linguagem dos alienígenas são variações de círculos.





   A determinada altura do filme ele parece que vai se aproximando dos clichês de tantos outros filme de invasão alienígenas: a tensão entre as nações, a briga por poder, perigo de ameaça iminente, correria pros E.U.A. salvarem o mundo, etc mas isso dura pouco e não compromete a construção narrativa tensa criada até ali, pelo contrário, isso é um fator que aproxima o filme de um público maior, mais acostumado com filmes de ação, e não ficção científica mais hardcore como 2001, ou Contato. O filme é muito feliz em mesclar as partes mais contemplativas e subjetivas da interação de mãe e filha, com a parte científica do filme, onde ela estuda a linguagem dos alienígenas e interage com eles, até chegar no final onde a tensão do desenrolar do mistério da vinda desses seres é solucionado. Villeneuve sabe conduzir o filme com firmeza, sem menosprezar a audiência com excessos de explicações desnecessárias, fazendo um filme de ficção cientifica com conteúdo um blockbuster, e nos deixa muito esperançosos com seu futuro trabalho, que é nada mais, nada menos que Blade Runner 2.
    
     Um último comentário precisa ser feito mas para isso é preciso contar o final do filme, então se alguém não assistiu, fique avisado do SPOILER a seguir (abaixo da imagem):



   O filme nos faz acreditar com sua montagem que os eventos entre Louise e sua filha já aconteceram e ela é assombrada por eles durante todo o desenrolar da história mas no final, quando ela está em contato direto com os alienígenas (sem ter o vidro entre eles) nós descobrimos que aquilo eram vislumbres do futuro. O tempo para aquela raça é algo não linear, e eles passam esse conhecimento para Louise, que é fundamental para intervir na crise entre as nações, e como ela encara a própria vida. É como um efeito Kuleshov, a disposição como esses eventos nos é mostrado no filme (logo de início, em sonhos, momentos de fragilidade de Louise) nos faz pensar que eles estão em determinado momento da narrativa. Mais um ponto para Villeneuve!
  Por fim podemos também ver que por meio da nossa linguagem, podemos ter uma visão diferente do mundo. No filme é mostrado que os chineses se comunicam com os alienígenas através de um jogo (!), uma abordagem completamente diferente. Depois de dominar a linguagem alienígena e ter contato com eles, Louise consegue ter uma percepção de tempo não linear, igual os extra-terrestres.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Stranger Things


Chegando sem muito alarde, essa nova série da Netflix com certeza é uma das melhores produções da gigante do streaming. A série é ambientada nos anos 80, e presta uma enorme homenagem a este período que nos trouxe obras como E. T. - O Extraterrestre, Goonies, Conta Comigo, etc, pois sem elas, os estreantes Matt e Ross Duffer não teriam criado esta obra.

Tudo começa com um grupo de crianças jogando rpg, e quando um deles some e uma garota com estranhos poderes surge na cidade, tudo vira de ponta cabeça. Todos os clichês estão lá: a conspiração do governo, o xerife durão tendo que reavaliar suas crenças, o drama da mãe que perde o filho (Winona Ryder surpreendentemente bem), até o triangulo amoroso adolescente entre o desajustado, a garota certinha e o atleta do colégio. Tudo isso poderia ser só pano de fundo e encheção de saco pro que realmente importa: o mistério e as crianças, mas todos os personagens são bem trabalhados e acabam tendo muita importância ao longo do desenrolar da história. Em apenas 8 episódios, não há necessidade de construir trama paralelas, tudo vai convergindo pro mesmo caminho.

Mas voltando ao ponto alto da série: as crianças. A interação entre eles é muito boa, brigam quando tem que brigar, zoam quando tem que zoar, agindo como crianças mesmo, e as referências a Senhor dos Anéis e Star Wars são sempre bem vindas (mas quando elas citam Carl Sagan talvez tenha sido exagero?). Um destaque pra Millie Bobby Brown, a garota misteriosa que aparece no começo da série e tem uma carga dramática maior nos ombros, mas se sai muito bem.

E apesar das crianças no cerne da trama, a série está longe de ser infantilizada, algo típico dos anos 80 também. O clima de mistério, alguns sustinhos para os mais desavisados, muita gosma, e um design de criaturas pra não botar defeito pra quem gosta de Half-Life, Resident Evil ou The Last Of Us, fazem com que todos os públicos se divirtam assistindo.

Assim como J.J. Abrams fez com Super 8, os irmãos Duffer captaram toda a essência dos anos 80, se espelhando em mestres como Steven Spielberg, John Carpenter e Stephen King, tendo como resultado um produto que não subestima as crianças e aquece o coração dos adultos mais saudosistas.

Não vou entrar em muitos detalhes da trama pra não estragar a experiência de quem vai ver a série, que já está disponível na Netflix, corre lá e se divirta.


[ATUALIZADO] Deixo aqui a playlist SENSACIONAL com as músicas que tocam na série:

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Esquenta pro show do Kaiser Chiefs


A banda britânica Kaiser Chiefs vai participar no próximo fim de semana, dia 12, do show de enceramento do Cultura Inglesa Festival. Formada em Leeds em 2003, a banda já obteve enorme sucesso com o primeiro álbum Employment, de 2005. Depois de outros 4 discos lançados ao longo de mais de 10 anos de carreira, a banda mais uma vez vai desembarcar por aqui, já que a primeira foi em 2007 no finado Planeta Terra Festival (onde este que vos escreve estava presente). Mais recentemente, em 2013, participaram do Lollapalooza, e ano passado fizeram os shows de abertura pro Foo Fighters.

Uma foto publicada por Kaiser Chiefs (@kaiserchiefs) em

Em seu instagram a banda, postou algumas fotos de um show realizado no Chile no dia 6, entre elas a set list, que devido a proximidade de datas com o show do Brasil, não deve sofrer muitas alterações, então tomei a liberdade de criar uma playlist baseada no que foi mostrado na imagem.

Vale ressaltar que na set list mostrada constam músicas como 'Parachute' que é nova, e só existem versões tocadas ao vivo, 'Take My Temperature' que é uma b-side antiga, e a sigla 'HIMS' que não consegui decifrar, e claro sempre pode haver mudanças de show pra show.



O  show do Cultura Inglesa Festival, vai acontecer no Memorial da América Latina em São Paulo, que também tem presença da Nação Zumbi. Os ingressos foram distribuídos gratuitamente pela internet e lojas Fnac, e já se esgotaram.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Precisamos falar sobre Warcraft


Dia 2 de junho estréia no Brasil Warcraft - O primeiro encontro de dois mundos, filme baseado na famosa franquia de games de computador da produtora Blizzard Entertainment. O primeiro jogo da franquia foi lançado no longínquo ano de 1994, Warcraft: Orcs & Humans, que era um jogo de estratégia em tempo real. Uma grande mudança veio em 2004 com World of Warcraft, o jogo passou a ser um MMOPRG (Massively Multiplayer Online RPG), angariando cada vez mais fãs a cada expansão lançada.

Esse público que já joga ou que pelo menos já ouviu falar do game está ansioso/empolgado com a adaptação que é uma parceria da Legendary e  Universal Pictures com a própria Blizzard, mas e o resto das pessoas? O público em geral parece não muito disposto a embarcar nessa aventura. A trama segue dois personagens chave, do lado da Horda, o orc Durotan (Toby Kebbell de Príncipe da Pérsia, Quarteto Fantástico), que tenta salvar sua família e prevenir a extinção de seu povo migrando para Azeroth, que tem como maior herói da Aliança o nobre Anduin Lothar (Travis Fimmel de Vikings), que pretende prevenir esta possível invasão.


Anduin Lothar interpretado por Travis Fimmel

Mas não se enganem, o orcs não todos maus, os humanos não são todos bons, como seria de costume na obras de fantasia já consolidadas para o grande público como Senhor dos Anéis e Harry Potter. Nos jogos é possível escolher os dois lados da disputa e o filme promete um bom balanceamento dos dois lados da história. Muito desse equilíbrio se deve ao diretor e co-roteirista do longa, Duncan Jones (Lunar, Contra o Tempo). O filho de David Bowie entrou no projeto, antes encabeçado por Sam Raimi (Homem-Aranha 1, 2 e 3) e logo mudou o roteiro que apenas privilegiava a visão dos humanos estabelecendo os orcs como vilões. Jones é fã confesso de Warcraft e joga desde o primeiro título lançado, então conhece muito bem o material com que trabalhou.


Diretor e co-roteirista de Warcraft, Duncan Jones

Além de uma história fiel aos games, que vai reconfortar até o fã mais hardcore, outro aspecto que Jones exalta de seu filme é a parte técnica. Todos os orcs e criaturas foram feitas por capturas de movimento e era necessário passar uma carga emocional enorme através desses brutamontes, para o público se identificar não só com os humanos. Esse é um ponto fundamental do filme: existe dois lados distintos de uma luta por sobrevivência, onde não há certo ou errado. Por outro lado, o marketing feito até agora, aparentemente não conseguiu atentar o grande público a este fato. Muitas pessoas ainda não entenderam o conceito do filme, que pode afastá-las do cinema ou deixá-las frustadas ao esperarem uma trama mais maniqueísta.
Se o marketing feito deixa um pouco a desejar, Duncan Jones, por outro lado, consegue a cada entrevista mostrar sua euforia e empolgação como fã da franquia, que estava no lugar certo para fazer o seu sonho, e de milhares de fãs, vivarem realidade.

Dito tudo isto, fato é que a permanência da franquia Warcraft no cinema pode ser muito difícil, pois sua estréia nos Estados Unidos está marcada para dia 10 de junho, duas semanas após a estréia de Alice Através do Espelho e uma semana apenas antes de Procurando Dory, duas continuações de enormes sucessos da Disney. Como se não bastasse este calendário, as primeiras críticas que saíram na gringa estão divididas. Tudo que podemos fazer agora é esperar para poder conferir com nossos próprios olhos, e torcer para que o mundo de Warcraft nos cinemas seja mesmo bom, e possa continuar.


quinta-feira, 19 de maio de 2016

Melhor trilha sonora para os X-Men


Hoje estréia X-men Apocalipse, mais um filme dos nossos queridos mutantes da Escola Xavier para jovens superdotados. O filme é mais uma vez dirigido por Bryan Singer e traz uma nova geração para interpretar vários personagens já conhecidos. No embalo da estréia do novo filme, o canal Darth Blender fez um vídeo com a única trilha sonora possível para os filhos do átomo:



O canal ainda conta com diversos outros vídeos engraçados de mashups neste mesmo estilo, não deixe de conferir.

Já imaginou?

terça-feira, 17 de maio de 2016

Quadrinhos Online

A cena de quadrinhos independentes e autorais no Brasil cresce cada vez mais e uma das maneiras mais fáceis e eficazes de divulgar seu trabalho é pela internet, por isso fiz uma pequena lista de alguns ótimos quadrinhos que estão disponíveis na rede mundial de computadores de forma lícita, os próprios autores disponibilizam o seu trabalho online.
Essa lista não tem títulos muito recentes (o importante é a qualidade!!), e quase todos já ganharam versões impressas, por isso se você gostar, apoie o artista. A internet nos traz essa facilidade e comodidade de conhecer melhor o produto antes de investir nele, mas nada substitui pegar aquele quadrinho na mão e saborear cada detalhe da arte sequencial.




















Paulo Crumbim, co-criador do Quadrinhos A2 e a MSP Penadinho -Vida (ambos em parceria com Cristina Eiko) traz em gnut algo muito mais psicodélico. Sem falas (em português, pois existem alguns balões na língua dos diversos seres da história) este quadrinho depende muito da interpretação do leitor e certamente uma única leitura não dará conta de uma interpretação coesa. Algumas criaturas bizarras (e outras fofinhas como a imagem acima) numa espécie de batalha intergaláctica fazem seus olhos brilharem com vários quadros que piscam (literalmente, graças ao recurso de gifs nessa maravilhosa internet). Algumas partes tem até música pra acompanhar, ótima utilização de vários recursos que só uma webcomic pode oferecer e que nos deixa curiosos pra saber como manter esse clima numa versão impressa. Confira gnut.




















O site Petisco pública a cinco anos diversos quadrinhos, mas o destaque vai para a obra escrita por Ana Carolina Recalde e desenhada por Denis Mello. Beladona mostra a história de Samantha, que desde criança é atormentada por pesadelos, e conforme o tempo passa ela descobre que existe muito mais do que apenas sonhos ruins por trás disso tudo. Terror de melhor qualidade, tanto narrativamente quanto graficamente. Confira Beladona.


















Outro site que tem várias webcomics é o Outros Quadrinhos e o destaque desta vez vai para Contos do Cão Negro. O personagem do título no caso não é um animal, mas sim um viking que detém esta alcunha. Com roteiro de Cezar Alcázar e desenhos de Fred Rubim, a história tem  uma premissa bem clássica onde o herói é contratado para uma 'quest', que no caso é reaver um determinado medalhão e pra variar no final as coisas são mais complicadas do que parecem. Apesar simples a hq cumpre muito bem seu papel com esta primeira parte do que parece ser uma longa jornada.
Em abril deste ano o primeiro volume foi lançado pela editora Avec. Confira a versão online de Contos do Cão Negro.

















Provavelmente a mais conhecida entre os trabalhos citadas aqui é a obra de Bianca Pinheiro. Tudo começou no seu tumblr e mas graças ao sucesso teve seu trabalho publicado pela editora Nemo, ganhando todas as livrarias do país e este ano chegando ao conceituado mercado francês de quadrinhos, como mencionado no instagram da autora. Num traço muito fofo e cheio de bom humor, acompanhamos o urso Dimas ajudando a pequena Raven a encontrar seus pais. Atualmente Bianca trabalha na MSP solo da Mônica. Confira BEAR.























Este bando de piratas espaciais destilam muito bom humor e várias referências a cultura pop e ficção científica. Germana Viana desenha e roteiriza uma história super divertida com personagens incríveis e bizarros. A versão física foi lançada pela editora Jambô. Confira Lizzie Bordello e As Piratas do Espaço.




























O jovem Pedro Cobiaco lançou em seu site uma grande aventura, cheia de cores, com jovens rebeldes numa ilha com seres fantásticos, onde tudo pode acontecer. Mas não se iludam com as cores alegres e o clima aventureiro, há momentos bastante introspectivos e reflexivos. Grande destaque para arte de Pedro, bonita mas meio suja e rasgada ao mesmo tempo. Depois de completar a história foi lançado pela editora Mino. Confira A venturas na Ilha do Tesouro.

Gostou das indicações? Tem alguma hq nessa internet véia sem portera que gostaria de compartilhar? Deixa um comentário =D

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Capitão América: Guerra Civil


A adaptação cinematográfica feita pela Marvel de sua HQ, publicada entre 2006/2007, na verdade não é bem uma adaptação. O filme tem como inspiração a grande treta dos heróis da casa da ideias, que nos quadrinhos é pautada na lei de registro dos heróis, com a intenção de que todos revelem suas identidade e prestem contas para S.H.I.E.L.D. e para o governo. No MCU as identidades secretas nunca foram um problema, a questão é que Steve Rogers, não quer abrir mão de ter a liberdade de escolha em qual batalha quer lutar e quando agir, não esperar um grupo da ONU de organizar e chamar os Vingadores. Do outro lado, Tony Stark ainda se sente muito culpado pelo incidente de Sokovia (que é reforçado quando uma mãe esfrega a foto do filho morto no acidente em sua cara), já que a criação de Ultron é culpa direta dele. Mas acima de tudo, um fator fundamental que faz a trama do filme mais interessante até que a hq, é Bucky Barnes, o Soldado Invernal.

#chateado
Guerra Civil, mais que um Vingadores 2.1 é continuação do ótimo Capitão América 2: Soldado Invernal, a relação entre Steve e Bucky é fundamental pra trama do filme. Steve não acredita no julgamento precipitado que fazem de quem um dia foi seu melhor amigo. Essa fé quase cega de Steve pode se justificar pois Bucky agora é o último laço que ele tem com seu tempo, Peggy Carter, seu antigo amor, se foi.

No meio disso tudo outros personagens também conseguem brilhar, e este é um ponto fortíssimo do filme. Apesar de um elenco inchado e com grandes nomes, cada personagem aparece apenas quando é necessário. Exemplo disso é o Gavião Arqueiro, que no começo do filme está aposentado, mas com o desenrolar da ação aparece para ajudar o #TeamCap. Sua presença é pontual, não importa que Jeremy Renner já foi indicado a Oscar, Globo de Ouro, etc. Vale a nota de que Falcão deixa de ser apenas um side-kick do Capitão América, pra mostrar um lado mais cool, e Homem-Formiga que rouba a cena em GRANDE estilo.

oxente, meu rei
Fora os personagens já conhecidos da galera, os destaques ficam claro pras duas novidades no MCU, começando pelo novo Rei de Wakanda: T'Challa. O ator Chadwick Boseman, impõe a presença de realeza e diplomacia necessária para o regente da nação mais desenvolvida do mundo, mas é quando assume o manto de Pantera Negra e parte pra ação é que nós vamos ao deleite. O mesmo vale para o novo Homem-Aranha/Peter Parker de Tom Holland, com a diferença de que ao invés da dramaticidade e seriedade do Pantera, entra a leveza e comicidade do amigão da vizinhança, como todos esperávamos. A interação de Peter com Tony Stark também funciona muito bem, aliás, Robert Downey Jr. entrega sua melhor atuação nos filmes Marvel.

Pra quem viu apenas os trailers principais e não se entupiu com cada tv spot, e cenas extras mostrada antes do filme, vai ficar satisfeito de ver as lutas incríveis, dos heróis, que tem sua melhor interação nas telas. Aliás, mesmo quem viu todo o material disponibilizado pela Marvel, teve algumas boas surpresas no filme, o que é algo que todos os fãs queriam depois da Era de Ultron, e da maioria dos filmes blockbusters.

Com uma trama bem amarrada e direção segura dos Irmãos Russo, Guerra Civil se torna um dos filmes mais completos e divertidos da Marvel! Mesmo com os seus heróis favoritos brigando entre si, as piadas pontuais e entre os diálogos são muito boas, e no final saímos do cinema com um sorriso no rosto, pronto pra próxima aventura.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Mexrrisey - Morrissey + música mexicana


O projeto Mexrrissey junta versões das letras de Morrissey (ex-vocalista do Smiths) com elementos da música tradicional mexicana. A banda da Cidade do México diz que o projeto é uma retribuição a todo amor que Morrissey sempre demonstrou ao país.
Depois de fazer bastante sucesso ano passado pelo México eles saíram em turnê pelo Reino Unido. O primeiro cd foi lançado em março deste ano, com total aprovação de Morrissey.
A seguir é possível conferir um pouco do resultado desta mistura.


























Isso me lembra que em 2012 no Cultura Inglesa Festival, a Banda Uó fez um show especial cantando versões da música do The Smiths (dando uma peculiar alegria à melancolia dos ingleses):


E ai, qual seu preferido???

Total de visualizações de página